Do salão de festas às ruas de BH: a jornada do Algo Bonito

O que nasceu como decoração de uma grande festa se transformou em gestos de afeto pelas ruas de Belo Horizonte.

O dia em que a decoração de uma grande festa foi transformada em gestos de afeto pelas ruas de BH.

Do Automóvel Clube ao Hotel Magnífico, flores que antes compunham arranjos ganharam um destino especial: se transformaram em buquês e circularam pela cidade como parte do primeiro passeio do Algo Bonito.

Foi assim…

Já tínhamos decidido deixar o projeto para 2026, até que, uma semana antes do Natal, recebemos uma mensagem do Sann, um dos maiores decoradores de festas da cidade.

Naquele momento, ele estava à frente da decoração da festa de final de ano da LCM e, a pedido da diretoria, nos ofereceu como doação todas as flores do evento, repetindo o mesmo gesto nobre realizado em 2024.

Mesmo com uma série de desafios pela frente, entendemos que aquele era o momento de colocar nossa mensagem em circulação.

O motivo?
Uma epidemia silenciosa de solidão e dor social.

Acreditamos que pode ser diferente.
Mais leve.
Mais humano.

“Cada um de nós tem algo bonito guardado.”

Esse “algo” está fazendo falta no mundo.

Essa é a nossa mensagem central.

Enquanto o mundo nos ensinou a correr, decidimos inspirar o que cada um de nós tem de bonito e transformar isso em um gesto de afeto.

A jornada começou na madrugada do dia 20 de dezembro de 2025, com a desmontagem dos arranjos e o transporte das flores para nossa casa.
A sala virou ponto de apoio, as panelas se tornaram abrigo improvisado e a geladeira ajudou a manter tudo vivo nos dias seguintes.

Montamos os buquês e preparamos o kit Algo Bonito.

Durante três dias, percorremos a cidade a pé, de aplicativo e de ônibus.

Na segunda-feira, parte da estrutura foi furtada.
A tristeza não parou o gesto.

No dia seguinte, 38 buquês foram entregues diretamente a profissionais do sexo na região da Guaicurus, em parceria com o Hotel Magnífico.

Também receberam flores: motoristas de aplicativo, condutores de ônibus, policiais, pacientes oncológicos, enfermeiros, famílias em situação de rua e moradores das comunidades do Aglomerado da Serra e do São Lucas.

Ao todo, aproximadamente 100 pessoas foram tocadas pelo Algo Bonito.

Encerramos a jornada em um dos cartões-postais da cidade, a Praça da Liberdade, sob a bela iluminação de Natal.

O Algo Bonito percorreu Belo Horizonte como nasceu:
sem palco, sem holofote, mas com sentido.


Rômulo Perdigão e LCM

     

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